
Eu que nunca me importei de verdade, nunca demonstrei meu amor pelo meu país... Eu que, por vezes, fechei os olhos e continuei a caminhar. De repente, esse mesmo eu que ignorou, abriu os olhos e sentiu uma pena enorme. É tanta sujeira, hipocrisia, falta de ética, falta de amor e coragem que me dá um enjoo, uma repugnância de ser quem sou e estar onde estou.
Meu sangue é brasileiro, meu rosto, meu corpo, meu coração. Sempre tive orgulho de dizer isso. Mas hoje eu larguei esse orgulho num canto, bati o pé e abri o coração. Quero mudar, ajudar meu país. Como começo?
Um passo... Vou começar mudando o que há aqui dentro. Vou comprar flores para perfumar o meu coração, vou limpar o meu quarto, a minha vida, a minha casa. Não vou jogar o lixo no chão, não vou deixar que os outros joguem. Vou ajudar quem eu amo e quem eu não amo também. Fazer o bem não tem hora marcada, face escolhida, ou um problema pré-resolvido. Basta dar o primeiro passo, deixar a porta aberta e permitir que tudo o que é bom entre, abrir as janelas para ver o mundo de verdade sem medo de encarar, sem fingir que tudo está bem.
Não voto mais em quem eu não confio, não confio mais em rostos bonitos e palavras que aparentam haver sabedoria.
Prometo, Brasil, nunca mais vou ignorar os seus problemas! Farei tudo o que eu puder pra te mudar e te amar incondicionalmente. Desde que nasci e abriram as portas pra mim, senti que não poderia ser só isso... Viver como todos, pensar como todos, penar igualmente.
Fazer a diferença é tão mais bonito, exige mais fé, pede um pouco mais de si mesmo.
Meu coração sempre vai ser verde e amarelo e apesar de não haver tanta ordem nele, há muita sede de progresso.
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