07/04/2009
Entrega
Eu procuro encontrar algo ou alguém que eu não sei ainda pra me acompanhar, pra eu saber que não estou sozinha.
Algum remédio que me dê alegria e me faça sorrir todos os dias.
Pode ser um amor, o ponto mais alto da contradição, um abismo interno, uma arma que cale tudo aqui dentro ou faça gritar o máximo que puder.
Eu não sei o que eu quero, mas sei exatamente o que não quero. Por isso me liberto, me deixo ser o que eu não sei e consigo finalmente não olhar pra trás.
Vou fechar os olhos e perder o que penso não encontrar. Eu sei, fica tão perto, toda a razão e todo o coração que libertei por impulso, e nessa confusão ser feliz sempre fica pra depois.
Mas não há nada que eu não faça, nenhum desafio que eu não encare, nenhuma palavra que eu queira esquecer de dizer. Se sou o que sou, não posso querer ser além. Vou pra onde é mais doce, vou pra onde meu órgão pulsante me guiar.
O medo de não ter medo não está mais aqui. Minhas cicatrizes são a parte mais forte de tudo o que sou e eu costumo dar valor às marcas que ficaram.
Eu não sei pra onde vou, mas sei exatamente pra onde não quero ir. Não importa se o preto e branco tenta me seguir, não adianta, eu quero vida mesmo que tudo a minha volta tenha cheiro de morte.
Eu vou ser o sol no que não enxergo, e de vez em quando não vou ligar se apagarem a luz. Vou me entregar aos sonhos, deixar meu travesseiro ouvir meu choro ou rir o meu riso no final do dia.
E será no infinito desconhecido que eu enfim vou me reencontrar, que o que eu não sei me guie para o lugar certo, para o alguém certo.
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2 comentários:
É a perfeita contradição entre raízes e asas...
Uma te liberta e a outra te prende.
Use um pouco as asas.
Vento no rosto é sempre muito bom.
Visitei seu blog, simplesmente amei!
Post perfeito.
"O tempo sempre indica o alguém certo!"
Bjão, Thais.
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